Direita amplia espaço nas urnas e muda composição do Legislativo nas eleições de 2026

Aranãs FM

 

As eleições deste domingo (4) não definiram apenas os nomes que ocuparão os principais cargos do Executivo. Em Minas Gerais, a votação também redesenhou a composição do Senado, da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa, com mudanças importantes nas bancadas partidárias e destaque para o crescimento do PL.

Na disputa pelo Senado, Minas Gerais elegeu dois novos representantes: Domingos Sávio, do PL, e Marília Campos, do PT. Os dois terão mandato de oito anos, com início em 1º de fevereiro de 2027 e término em 31 de janeiro de 2035.

Ao todo, os eleitores brasileiros elegeram 54 senadores neste domingo, dois por estado. A renovação ocorre porque, a cada quatro anos, o Senado Federal alterna a escolha de um terço e de dois terços dos seus 81 integrantes.

Além de Minas Gerais, os demais estados e o Distrito Federal também definiram seus representantes. Entre os eleitos estão Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, no Distrito Federal; Rui Costa e Jaques Wagner, na Bahia; Carlos Bolsonaro e Carol de Toni, em Santa Catarina; e Guilherme Derrite e André do Prado, em São Paulo. Os novos senadores assumirão as cadeiras a partir de fevereiro de 2027.

Câmara dos Deputados

Na disputa para a Câmara dos Deputados, Fabinho Ramalho, do PL, foi um dos destaques em Capelinha. Ele recebeu 3.334 votos no município, o equivalente a 15,63% dos votos válidos, e ficou em segundo lugar na votação local, atrás apenas de Nikolas Ferreira, que teve 4.240 votos.

Nikolas Ferreira, do PL, entrou para a história da eleição de 2026. Reeleito para a Câmara dos Deputados, ele recebeu 3.119.318 votos, a maior votação já registrada por um candidato a deputado federal no Brasil. O resultado superou o recorde anterior, de Eduardo Bolsonaro, que havia recebido 1,84 milhão de votos em 2018.

Em Minas Gerais, a votação de Nikolas ajudou o PL a eleger 21 deputados federais, contra 11 na eleição de 2022. Com isso, o partido ampliou em dez cadeiras sua bancada no estado.

Também tiveram votação expressiva em Capelinha e garantiram a reeleição Samuel Viana e Delegado Marcelo Freitas, ambos do União, além de Reginaldo Lopes, do PT, e Lafayette Andrada, do PL.

Em Minas Gerais, os cinco candidatos mais votados para deputado federal foram Nikolas Ferreira, do PL; Ana Elisa, do PT; Reginaldo Lopes, do PT; Duda Salabert, do PSOL; e Rogério Correia, do PT.

A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional, que considera os votos recebidos pelos candidatos e pelos partidos ou federações na distribuição das cadeiras.

Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Na esfera estadual, Minas Gerais terá 77 deputados na legislatura que começa em 2027. A composição da Assembleia Legislativa foi definida neste domingo, após a apuração das eleições. Dos parlamentares eleitos, 53 foram reeleitos e 24 chegam pela primeira vez à Casa.

O PL terá a maior bancada, com 21 deputados, seguido pelo PT, com 15 cadeiras, e pelo PSD, com nove.

Bruno Engler, do PL, foi o candidato mais votado em Minas Gerais, com 675.932 votos, e foi reeleito para o terceiro mandato. Na sequência aparecem Beatriz Cerqueira, do PT, com 328.399 votos, e Pablo Almeida, do PL, com 227.009.

Em Capelinha, os cinco candidatos mais votados para deputado estadual foram Bruno Engler, do PL; Beatriz Cerqueira, do PT; Vittorio Medioli, do PL; Gustavo Valadares, do PSD; e Neilando Pimenta, do Republicanos.

Desses, Bruno Engler, Beatriz Cerqueira, Gustavo Valadares e Neilando Pimenta foram reeleitos. Vittorio Medioli foi eleito para o primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

A nova composição da Assembleia Legislativa também terá 20 mulheres, número recorde para o Parlamento mineiro, segundo informações divulgadas pela própria Assembleia.

PL amplia espaço no Legislativo

Os resultados das eleições deste domingo redesenham a composição política do Legislativo para a próxima legislatura. O PL e outros partidos identificados com a direita ampliaram sua presença no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, alterando a correlação de forças a partir de 2027.

No Senado, o PL elegeu 19 representantes e deverá chegar a 28 cadeiras a partir de 2027, considerando os nove senadores do partido que já possuem mandato.

Na Câmara dos Deputados, o PL também terá a maior bancada, com 121 deputados federais eleitos.

Em Minas Gerais, o partido será igualmente a maior bancada da Assembleia Legislativa, com 21 deputados, seguido pelo PT, com 15 cadeiras, e pelo PSD, com nove.

A nova configuração mostra que a eleição de 2026 provocou mudanças importantes no Legislativo brasileiro e mineiro, com renovação de nomes, reeleições e crescimento expressivo de determinadas bancadas que terão papel central na política a partir de 2027.

 

𝐏𝐨𝐫 𝐀𝐧𝐚 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐚 𝐓𝐢𝐧𝐨𝐜𝐨

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