Geração Z também está entre as principais vítimas de golpes virtuais

Aranãs FM
Foto © Freepick

Quando se fala em golpes na internet, é comum pensar que os idosos são as principais vítimas, principalmente por terem menos familiaridade com as novas tecnologias. Mas um estudo recente da empresa de inteligência de dados TransUnion mostra que o cenário pode ser diferente do que muita gente imagina.

A pesquisa aponta que a Geração Z, formada pelos jovens que cresceram conectados à internet, é a faixa etária mais propensa a perder dinheiro com fraudes e golpes virtuais. No Brasil, um em cada três jovens desse grupo afirma ter sofrido, no último ano, algum prejuízo financeiro em situações envolvendo compras online, mensagens de texto, Pix e redes sociais.

A Geração Z reúne, em geral, pessoas nascidas entre 1997 e 2010, embora algumas classificações estendam esse período até 2012. São considerados nativos digitais, porque cresceram em contato com smartphones, internet rápida, aplicativos e redes sociais, tendo a tecnologia como parte natural do dia a dia.

O resultado chama a atenção justamente porque esses jovens são considerados mais familiarizados com celulares, aplicativos e redes sociais. Segundo Wallace Massola, executivo de prevenção a fraudes da TransUnion, essa familiaridade pode criar uma falsa sensação de segurança.

“Familiaridade com tecnologia não gera imunidade. Saber usar tecnologia não significa que você vai saber identificar uma tentativa de manipulação”, explica.

Isso não significa que os idosos deixaram de ser vítimas de golpes. Eles continuam sendo um grupo que merece atenção, especialmente diante de fraudes que envolvem ligações telefônicas, falsas instituições financeiras, benefícios e pedidos de informações pessoais.

A diferença é que, entre os jovens, os criminosos podem explorar justamente a rapidez e a confiança com que muitas pessoas realizam compras, transferências e interações pelas redes sociais.

Entre os golpes mais comuns estão e-mails falsos, links enviados por aplicativos de mensagens, perfis clonados e ofertas com preços muito abaixo do mercado. A orientação é desconfiar de situações que pareçam boas demais para ser verdade e nunca fornecer senhas ou dados bancários em páginas não verificadas.

Os especialistas também alertam para um dos principais recursos usados pelos criminosos: a sensação de urgência. A vítima é pressionada a tomar uma decisão rápida, sem tempo para verificar se a informação é verdadeira.

Por isso, a recomendação vale para todas as idades: diante de uma situação suspeita, pare, respire e confirme a informação pelos canais oficiais da instituição envolvida antes de fazer qualquer pagamento ou fornecer dados pessoais.

 

𝐏𝐨𝐫 𝐀𝐧𝐚 𝐏𝐚𝐮𝐥𝐚 𝐓𝐢𝐧𝐨𝐜𝐨

 

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