Projeto de lei propõe convocação apenas de jogadores que atuam no Brasil para a Seleção

Aranãs FM
Foto oficial da Seleção para Copa do Mundo no Catar — Foto: Lucas Figueiredo / CBF

O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-RS) apresentou um projeto de lei que propõe que apenas jogadores de futebol que atuem por clubes brasileiros possam ser convocados para as seleções brasileiras masculina e feminina.

De acordo com o Projeto de Lei nº 3.582, apresentado na última quarta-feira (8), a exigência também se estende à comissão técnica, incluindo o treinador da Seleção Brasileira. Assim, os profissionais deverão estar vinculados a clubes do país para disputar competições internacionais oficiais. A regra não se aplica, porém, a amistosos e jogos promocionais, desde que haja acordo com a entidade organizadora do evento.

Segundo o parlamentar, a proposta foi motivada pela eliminação precoce da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 e tem como objetivo fortalecer o futebol nacional. Para ele, “precisamos é de um futebol feito por jogadores brasileiros que joguem em equipe brasileira, com técnico brasileiro”.

A campanha da Seleção em 2026 terminou com a eliminação nas oitavas de final e a 11ª colocação geral, igualando o desempenho de 1966, quando o Brasil também encerrou o Mundial na 11ª posição. O pior resultado da história da equipe em Copas do Mundo continua sendo o de 1934, na Itália, quando foi eliminada na estreia pela Espanha e terminou na 14ª colocação.

O projeto também menciona a influência das casas de apostas no futebol brasileiro. No início do Campeonato Brasileiro de 2026, 12 dos 20 clubes da Série A tinham contratos de patrocínio com empresas do setor. Além disso, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil possuem acordos de naming rights com casas de apostas.

A proposta, no entanto, não trata dos contratos individuais de patrocínio entre jogadores da Seleção Brasileira e empresas de apostas, por se tratarem de acordos particulares. O texto ainda pode receber emendas durante a tramitação, incluindo dispositivos relacionados a esse tipo de vínculo.

O projeto aguarda despacho da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e deverá passar pela análise das comissões temáticas. Se aprovado pela Câmara, seguirá para votação no Senado Federal e, posteriormente, para sanção presidencial.

 

Por Ana Paula Tinoco

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