Maratona com a Aranãs: o único defeito da série “Jiva!” é que ela acaba

Aranãs FM

Há alguns meses Netflix jogou no meu colo mais uma delícia produzida por ela, a série “Jive!”. Dá uma lida na sinopse:

“Jiva!” é uma série divertida sobre Ntombi, uma talentosa dançarina de rua que tenta equilibrar um trabalho péssimo, as obrigações familiares e uma vida amorosa complicada. Ela encontra na dança a possibilidade de uma vida melhor, mas antes precisa enfrentar seus medos, superar obstáculos e resolver o caos familiar.”.

E se a sinopse não é o bastante para te fazer interessar, leia a minha resenha:

Neste momento você deve estar se perguntando, “mas, que diabos é “Jiva”?”, em um dos vídeos de divulgação da série, que também possuí um documentário, é dito que “Jiva é a intepretação física da dança” e é isso.

A dança é forte, pulsante, cativante e embalada por músicas de batidas contagiantes que te fazem querer levantar do sofá e acompanhar as “Trullies”, grupo de dança formado por Ntombi.

Você já deve ter visto vídeos de dança sendo compartilhados no facebook e sempre com legendas preconceituosas de gente desinformada que não sabe que a África é um continente e acredita que todo mundo que ali habita é “miserável”.

Mas, deixando a alienação da galera que matou aulas de geografia e história, voltemos ao que interessa: “Jiva!”. Eu não via tanta gente bonita e talentosa junto desde a série “The Get Down” e o filme “Pantera Negra”.

 

E assim como as obras citadas, “Jiva!” é um grito de orgulho. Embalada por uma narrativa leve, personagens interessantes, dramas bem desenvolvidos e lutas com as quais nos simpatizamos, seus cinco episódios passam como um sopro.

E isso é algo para se destacar, apesar do número pequeno de episódios, as personagens são tão bem escritas e a trama tão bem colocada que já nos primeiros minutos é possível se relacionar com um ou mais personagens e se importar com o futuro de sua trajetória.

“Jiva!” é uma homenagem a cultura negra e faz isso de forma magistral. Mostrando um povo pulsante, assim como a batida de cada música usada é um prato cheio para quem gosta de arte de rua.

E além de tudo, em tempos tão sombrios, a série passa uma mensagem otimista de que lutar por seus sonhos é válido, como a própria Ntombi diz ao citar o pai: “Se é capaz de sonhar, é capaz de realizar”, isso dito em um episódio intitulado “Celebre a Vida!”.

Destaque para o elenco totalmente composto de nomes africanos: no papel principal, a revelação Noxolo Dlamini (da peça Sarafina! e da série Isibaya); Candice Modiselle (Generations: The Legacy); Sne Mbatha (So You Think You Can Dance); Stella Dlangalala (Funny People Africa); Zazi Kunene (Pinky Pinky); Anga Makubalo (Generations); Given Stuurman (Shuga); Ntuthuzelo Grootboom (PE’s Finest Dance Crew); Zamani Mbatha (Isithembiso); e o consagrado ator Tony Kgoroge (Invictus, Mandela: O Caminho para a Liberdade).

Não perca tempo, separe a pipoca, a Coca-Cola e já deixe a mesinha de centro afastada porque nunca se sabe.

 

Por Ana Paula Tinoco

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